segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Resenha: A cruz de Cristo





A cruz de Cristo (Título original: The Cross of Christ.) de John Stott  (Editora Vida, 2006).

A cruz de Cristo deixa claro, já de início, que a cruz é o centro da fé evangélica, i.e., os principais personagens da história bíblica, os sacrifícios, as ofertas, os rituais, enfim, os elementos do passado (A.T.) encontram seu desenvolvimento/cumprimento nesse ponto principal, enquanto aquilo que há de vir .
Stott presta tributos a escritores dos séculos XIX E XX que, em acordo com as Escrituras, exporam em sua literatura pensamentos e ensino sobre a cruz, reconhecendo os esforços destes como “notáveis valores neste campo”.
Para John Stott a cruz é viva, ao mesmo tempo em que transforma e incentiva. Ela falou algo para a História (passado) e diz ainda para os tempos hodiernos, por isso, precisamos compreendê-la a fim de interpretar suas palavras. Pela cruz, a tradição e a modernidade se encontram em enxame e contemplação das Escrituras.
A cruz de Cristo mostra pessoas que, por não compreenderem o sentido da cruz, ridicularizam, com palavras ofensivas, expressando comentários negativos e explicações que levam a rejeição, enquanto outras se entregaram a crença da cruz e mudaram suas vidas, suas pregações...
Também mostra que a cruz está entre a morte e a ressurreição,  entre o sofrimento e a glória do Senhor, o Messias. Através dela (a cruz) Cristo vê sinônimo de sofrimento e morte, mas, também, contempla o que deriva dela: ressurreição e um Nome que é sobre todo o nome! A fé, a glória e o verdadeiro teor (essência) das Escrituras surgem da cruz.
Segundo Stott, a mensagem da cruz é apresentada a todos, só que, com tratamentos diferentes: para os judeus, “israelitas”, de quem são “os patriarcas” (Rm 9.4) é apresentado o Deus do Pacto; para os demais (gentios), é necessário conhecer o “Deus que fez o mundo e tudo que nele há”, “Senhor dos céus e da terra” (Atos 17.24).

Em A Cruz de Cristo vemos a loucura da cruz da seguinte forma:
Tendo em mente que a cruz (restauração, adoção) origina-se da mente do Mestre, os cristãos de todos os tempos, mesmo em meio ao desdém, ultraje e rejeição,  não deixam - com recusa e insistência - que a cruz seja locomovida para fora de suas vidas e de suas mensagens.


sábado, 2 de janeiro de 2016

Escatologia: um tour pela definição





É mister lembrar que o estudo da escatologia não nos levará a desvendar todos os mistérios, épocas e tempos estabelecidos por Deus. Deus nos dará compreensão apenas às coisas que nos foram reveladas...



1.     INTRODUÇÃO

Falar de Escatologia é falar da economia divina em relação aos "fins dos séculos", ao mesmo tempo em que traz ânimo e esperança para o Seu povo diante da "última hora". A última hora – antes do Dia do Senhor - em que a Igreja anuncia as boas novas, até o fim, até o Dia de Deus (porta de entrada para o dia da vingança de Deus). Em Escatologia abordamos os seguintes assuntos: a Morte, o Estado intermediário, o Sono da alma, o Purgatório, a Segunda vinda, a Ressurreição, o Julgamento final.



2.     O QUE É ESCATOLOGIA?


A palavra escatologia é formada de duas palavras gregas: escato (eschatos = último, fim) e logo (lógos = palavra, discussão, instrução, ensino, assunto, tema). Portanto escatologia é o estudo do fim ou o estudo das últimas coisas, ou ainda o estudo dos últimos dias.



ESCATOLOGIA. Estudo das últimas coisas ou do futuro de modo geral.
ESCATOLOGIA COLETIVA. Eventos escatológicos envolvendo o universo como um todo ou toda a raça humana.
ESCATOLOGIA CONSISTENTE. Visão de Albert Schweitzer e outros segundo a qual as ações e os ensinamentos de Jesus eram fundamentalmente escatológicos.
ESCATOLOGIA CÓSMICA. Estudo sobre como as últimas coisas afetam conjuntamente a raça humana ou a criação.
ESCATOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO. Ensinamento do Antigo Testamento sobre as últimas coisas.
 ESCATOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO. Ensinamento do Novo Testamento sobre as últimas coisas.
ESCATOLOGIA INDIVIDUAL. Estudo dos eventos futuros com respeito aos indivíduos; em particular, estudo de sua morte, estado intermediário e ressurreição.
ESCATOLOGIA REALIZADA. Visão de Charles Harold Dodd e outros segundo a qual as passagens escatológicas da Bíblia não se referem ao futuro, mas a assuntos que ocorreram e se cumpriram no período bíblico, e especialmente durante a vida e o ministério de Jesus.
Fonte: Millard J. Erickson - Dicionário Popular de Teologia (1. ed. rev. - São Paulo: Mundo Cristão, 2011).



A escatologia trata das questões do fim, ou o propósito da vida, e as finalidades do plano de Deus. A questão do futuro da raça humana, da criação, e de cada pessoa é o seu tema. A escatologia tem um lugar importante na construção de uma teleologia cristã. Vários assuntos, tais como a ressurreição, vida depois da morte, céu e inferno, e a volta de Cristo fazem parte desta área de estudo. Podemos definir a escatologia como o estudo das últimas coisas. O estudo da escatologia é dividido em duas partes. Primeiro, é o estudo da escatologia individual ou pessoal, ou seja, o destino eterno dos seres humanos e dos anjos. Isso inclui a morte, o estado intermediário, a ressurreição, o juízo final e inferno e céu. Segundo, é a escatologia geral ou cósmica, que inclui a volta de Cristo, o milênio, e a nova terra e o novo céu.
Fonte: Teologia Sistemática (Alan Myatt & Franklin Ferreira)



Escatologia, tradicionalmente, é o estudo das últimas coisas. Por conseguinte, vem lidando com questões ligadas à consumação da história, à complementação da obra de Deus no mundo. Em muitos casos, também tem sido a última coisa no estudo da teologia, o último tópico considerado, o último capítulo nos livros didáticos.
Fonte: Introdução à Teologia Sistemática (Parte Doze. As Últimas Coisas) - Millard J. Erickson



3.     O ESTUDO DA ESCATOLOGIA

Gutierres Fernandes Siqueira deixa-nos exortações quanto ao estudo da Escatologia:
 1. Não sacralize uma escola escatológica. Embora cada crente tenha o direito e até o dever de defender sua perspectiva escatológica, é necessário cuidado com o sectarismo. O excesso de dogmatismo na escatologia é perigoso justamente porque estamos a tratar sobre o futuro do mundo e, ao mesmo tempo, estamos a lidar com textos de difícil interpretação- os chamados escritos apocalípticos. É comum, especialmente no meio assembleiano dispensacionalista, insinuar que algumas bandeiras amilenistas sejam “heréticas”. Ora, as diferenças das principais escolas de escatologia protestante não devem ser tratadas como pontos essenciais da fé cristã, mas como campos onde é possível cultivar a diversidade e respeitar a diferença.
2. Cuidado com as versões populares da escatologia. O dispensacionalismo sofre em demasia com versões populares de sua teologia, especialmente propagada por pregadores de massa e livros de ficção da série Deixados Para Trás ou do mais recente filme O Apocalipse estrelado pelo ator Nicolas Cage (as pessoas esquecem que estão lidando com uma ficção e não um tratado teológico). É necessário cuidado, pois nem sempre essas versões honram os estudos mais sérios e cuidadosos de especialistas da escatologia pré-milenista.
 3. Escatologia não é “conhecimento secreto”. Escatologia não é um assunto fácil ou trivial, mas não pode ser tratado como uma espécie de gnosticismo futurista, onde apenas alguns iluminados conseguem entender o emaranhado de estratagemas. Não podemos perder a simplicidade do Credo quando diz que “Cristo voltará”.




4.     VISÕES ESCATOLÓGICAS (credos e confissões)

O CREDO NICENO
... E subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim. (...) e aguardo a ressurreição dos mortos e da vida do mundo vindouro.

O CREDO DE ATANÁSIO: Artigos 37-40
37. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
38. Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de suas obras.
39. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno.
 40. Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER: XXXII - 3
A escatologia da CFW (consequentemente a da Igreja, que a adota como parâmetro de interpretação das Escrituras ) estabelece o princípio de “um dia” para a volta de Cristo, a ressurreição geral de eleitos e rejeitados, o juízo final, quando os servos de Deus serão “declarados justos” em Cristo Jesus e introduzidos no reino do Cordeiro como súditos privilegiados, onde viverão em gozo eterno. Neste mesmo dia, os injustos humanos e os anjos rebelados, juntamente com o líder satânico da rebeldia contra Deus e seus comandados, receberão a sentença de condenação eterna, sendo lançados na Geena para os padecimentos infindos (cf. Ap 20. 10, 12-15; Mt 25. 41,46 ).

CREDO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS: Artigos 11-14.
11) Na Segunda Vinda pré-milenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).
13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).
14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).



TEXTO COMPLEMENTAR 1
Paulo diz a Timóteo na segunda carta que a ele escreveu que nos “últimos dias” os homens seriam sociopatas, cada vez em maior escala de sociopatia... Ora, o que Paulo chama de o homem do fim é um ser em estado de sociopatia, pois, diz ele: serão egoístas, arrogantes, avarentos, enfatuados, arrogantes, irreverentes, implacáveis, desafeiçoados, sem afeição natural, sem domínio de si mesmos, antes amigos dos prazeres e dos caprichos pessoais do que amigos de Deus e do próximo; e isto tudo enquanto se manteriam com cara de piedade e religiosos, embora negassem Deus e Seu poder [...] pelo modo como se comportariam — ou seja: possuídos de sórdida ganância, fazendo comercio da fé e da boa e simples vontade dos homens, enquanto seriam extremamente sedutores, ao ponto de fazerem cativas deles mulheres carentes, e, portanto, vivendo sob o domínio das paixões da alma em descontrole e pânico de não haver amor na vida... Ora, isto tudo Paulo diz que aconteceria dentro do grupo chamado igreja; sendo, portanto, uma advertência aos cristãos, aos discípulos; posto que Paulo tivesse certeza [dada a ele pelo Espírito Santo] que nos “últimos dias” as coisas seriam assim entre “os irmanos”... A mim parece que faltam vários sinais a se cumprirem no mundo antes da volta do Senhor! Todavia, se há um sinal que já não necessita de maiores cumprimentos é esse que revela o estado sociopata dos cristãos e do que eles convencionaram continuar a chamar “igreja” [...] — quando a recomendação de Paulo é simples: “Foge também destes!”...
Caio Fábio.
Disponível em http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=05619 - Acessado em 28/12/2015.



TEXTO COMPLEMENTAR 2
Estamos vivendo os últimos dias. Esse período de tempo que a Bíblia chama de últimos dias, recebe ainda outras designações, tais como:
 "tempo aceitável... dia da salvação"(Is.49:8)
 "ano aceitável do Senhor"(Is.61:2a)
 "dispensação da plenitude dos tempos"(Ef.1:10)
 "dispensação da graça"(Ef.3:2)
 "dispensação do mistério"(Ef.3:9)
 "tempo da oportunidade", "tempo sobremodo oportuno", "dia da salvação"(IICo.6:2)
 "tempos oportunos" (IITm.2:6)
 "tempos devidos" (Tt.1:3)
 "hoje" (Hb.3:7,15;4:7,8)
 "fins dos séculos" (ICo.10:11)
 "última hora" (IJo.2:18).




Por Fernando José.



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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Resenha: Quem precisa de teologia?





GRENZ, Stanley J; OLSON, Roger E. Iniciação à Teologia: Um convite ao estudo acerca de Deus e de sua relação com o ser humano (Título original em inglês: Who Needs Theology?) – Tradução: Werner Fuchs; São Paulo: Editora Vida, 2006.168 pp.


Quem precisa de teologia? Aparece no cenário atual reeditado com o título Iniciação a Teologia: Um convite ao estudo acerca de Deus e de sua relação com o ser humano, trazendo esclarecimentos sobre teologia, comentando definições e trazendo aplicações para a vida diária cristã. Os autores prezam pela defesa à Teologia e apresentam contribuições visando o aprofundamento sobre a mesma, trazendo ferramentas para a formação e uma eficaz experiência nesta ciência.
Segundo GRENZ e OLSON, a Teologia como ciência não estuda Deus, mas sim, estuda o que o homem entende sobre Deus – a realidade sobre a divindade, a relação da divindade com o homem. Dessa forma a Ciência Teológica tem como objetivos: compreender os conteúdos da fé cristã, esclarecer pontos de doutrina, promover a convivência com outras visões religiosas, trazer um crescimento humano de vida e amadurecer a fé.
Considerado por muitos como um trabalho teórico, metodológico e epistemológico, o livro Iniciação à Teologia traz em seu bojo respostas para as nossas interrogações sobre a praticidade da Teologia. É uma obra organizada a fim de facilitar o entendimento do leitor quanto ao assunto.
GRENZ e OLSON esclarecem que, quanto à reflexão séria sobre as questões fundamentais da vida, todos somos teólogos, pois, para os autores, as perguntas mais profundas da humanidade levam à teologia, já que essas questões giram em torno da indagação sobre Deus e nos ingressam no âmbito da teologia, a mesma nos traz aprofundamento em
meio às questões, tais como: “Será que Deus está interessado em mim?”, “Ele me ama?”, “Como posso encontrar Deus?”, “Porque Deus permite o mal?”, “Existe realmente um Deus?”.
Para os autores, o estudante de Teologia deverá empregar esforço intelectual para que possa obter a descoberta através da crença e da vivência. Sendo assim, é imprescindível procurar entender o porquê daquilo que é a nossa crença. Fé é unidade e complexidade ao mesmo tempo, logo, fé é experimentar e praticar! Não é somente o estudo detalhado da Bíblia, é fé buscando entendimento e requer engajamento profundo, amor pelas almas, vida prática... Em síntese, é um aprendizado que traz solução e aplicação na vida diária.
GRENZ e OLSON veem a teologia como uma ciência antiga e respeitada, que tenta penetrar abaixo da superfície da vida alcançando um profundo entendimento acerca de Deus. Segundo os autores, o estudo teológico não é exclusivamente cristão, é de cunho universal. O que diferencia os dois é que o movimento cristão tem a convicção de que Cristo é a resposta – ele é a revelação de Deus. A teologia observa o entendimento acerca da crença da cristandade. E, diante da diversidade das afirmações no ambiente pluralista em que vivemos, a teologia proporciona ajuda aos cristãos, alicerçando vidas conforme a Bíblia.
Diante das novas doutrinas que surgem, GRENZ e OLSON afirmam que o cristão só poderá descobrir e fazer a rejeição dos falsos ensinamentos achegando–se à teologia, juntando ortodoxia e amadurecimento seja associando, desenvolvendo ou formulando ideias, tendo em mente que a teologia é o sustento da vida cristã. Agindo assim, o cristão em seu estudo teológico, tomará atitudes corretas que o levará a lançar fora crenças incorretas, caminhando para um fortalecimento na fé, que requer orientação, crítica, testes e reflexão.


Para os autores, a teologia torna os cristãos mais firmes e mais seguros no que creem, e, em meio à rejeição da ciência teológica, o leitor poderá alcançar benefícios nos diversos níveis da teologia.



 Por Fernando José.





A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Blog O Inconformista.








sábado, 3 de outubro de 2015

Comunidade Evangélica dos Espinhos




A Comunidade Evangélica dos Espinhos, diferente das demais comunidades, não possui um número único no CNPJ, mas, consta nos autos que sua identidade é verídica e sua data de abertura tem registro (Marcos 4. 7, 18, 19), assim como sua atividade e natureza.
Sua sede está localizada na Cidade Roseira Brava, no Bairro da Sarça, na Rua dos Espinhos.
A CEE é mais uma daquelas comunidades que ouvem, gostam e se interessam pela Palavra! Na realidade, na CEE, quem não gosta da Palavra ou é doente da cabeça ou não é de fé!
A Comunidade Evangélica dos Espinhos ouve a Palavra e cresce galgando níveis, erguendo-se, escalando na Palavra, pela Palavra. E junto com ela os anfitriões do lugar: os espinhos. É... Os espinhos levantam-se junto com a CEE, os espinhos levantam-se junto e contra a CEE! A CEE escala, os espinhos também... Estão pareados!
E nesse ínterim, a CEE cresce em diferentes direções, ela é atraída para a diversidade, em síntese, se distrai. Desvia-se pela e para a preocupação, digo, preocupações! E quem não tem preocupações hein?
Comer, beber, vestir...
Comer bem, beber bem, vestir bem...
Comer super bem, beber ultra bem, vestir mega bem...
Ufa!
E lá vai a CEE, com esforços e mais esforços, lançando campanhas e mais campanhas: portas, chaves e milagres! Vitória! Virada! Triunfo! É hoje o dia, receba...! E nesse engano, vem quem quer, engana-se quem quer... Ludibriado será quem quiser.
Falsa aparência.
Ilegítima impressão.
Quem quer ser tapeado pelos trapaceiros comerciantes da fé?
Os irmãos da CEE cresceram em meio à sedução, e, seduzidos, seduzem aqueles que se deixam seduzir!  Seduzir pela amplitude não ampla, pela abundância 'desambundante', pelo enriquecimento.
Trabalhar e desejar honestamente são uma coisa, outra é esse desejo mau e ardente. Ardência e ansiedade que rodeiam aqueles que dizem (indo aos templos): - Vou buscar a minha benção! E nessa ambição já não se fala mais em Deus, Cristo, Coisas do Espírito, unidade, amor, fé, social... Tudo é revertido para os templos, sim, os templos dos que buscam a benção no templo!
Anseio insaciável pela benção, pela riqueza. A cobiça posta no coração, futuros afetados, destinados a invejar, invejados do porvir. A CEE está concorrendo ao ‘Troféu Infrutífero’! Continuarão subindo sem produção, crescendo sem proveito. A Palavra ouvida e negada dá lugar ao fingimento.
E, no capítulo final, sobra rejeição, maldição, queima...


Por Fernando José.



A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Blog O Inconformista.





terça-feira, 2 de junho de 2015

O CRISTÃO, O DINHEIRO, O TRABALHO E A HONESTIDADE




"Honestidade nunca será demais, sua moral não se ganha, se faz".
(Música: Pânico na Zona Sul do grupo brasileiro de rap Racionais MC's) 



O CRISTÃO, O DINHEIRO, O TRABALHO E A HONESTIDADE.

Por Fernando José

Até onde vai a honestidade? A nossa honestidade é a honestidade bíblica?

Então vamos de exemplo: De forma honesta, trabalho de domingo a domingo sem dá descanso a mim mesmo, sem dar a atenção devida à minha família, sem "ligar" pra ninguém. Nessa minha honestidade, eu, que deveria mostrar princípios cristãos, deixo de lado o meu devocional com Deus... A maioria do trabalho honesto que vejo é assim: Não cresce roubando, mas em compensação deixa-se um rastro de destruição indizível... Deixam-se marcas em pessoas e eventos... Há um sacrifício um tanto desnecessário!

O trabalho honesto visa o equilíbrio, suprimento de necessidades, que é diferente de ostentação. Trabalhamos honestamente para fugir da pobreza e do enriquecimento ilícito. Analisemos o que é honestidade, não vamos confundir as coisas...

A honestidade é contrária à malandragem ou fraude. Desse modo, está complicado saber quem verdadeiramente tem princípios cristãos dentro do trabalho nosso de cada dia, já que a maioria esmagadora dos cristãos se envolve no "jeitinho brasileiro" de ser no sistema trabalhista.

Fraude em documentos, fraude nos prazos, malandragem no serviço (o popular nó cego). Como cristãos fazemos tudo isso - quanto mais é promovido, mais propenso ao erro. Não roubamos à mão armada, mas mesmo assim, nessa "nossa honestidade", somos desonestos.

Nesse nosso cristianismo hodierno, longe do Cristo, o que entendemos por "honestidade"?

Por Fernando José


terça-feira, 26 de maio de 2015

O louvor Liberta? [Minha simples resposta]



O louvor Liberta? 

Minha simples resposta: 

A Palavra liberta, Cristo é a Palavra (o Verbo)! A Palavra cantada é diferente do que entendemos como louvor hoje... E, o verdadeiro louvor, na real, é divulgar, expor sobre, anunciar... O que é diferente de cânticos! Dizer que nossos supostos louvores "liberta" é no mínimo falta de entendimento. Vamos cantar em vez de pregar, falar ou ensinar? Não faz sentido essa expressão, muito arcaica e demonstra desinteresse pela Bíblia. Abramos nossas mentes e vamos parar de sermos levados por qualquer expressão medíocre que aparece nos nossos arraiais... 
Tem que ter Bíblia - Palavra de Deus - no "louvor". Que os nomeados "levitas" endireitem seus caminhos e cantem para Deus, deixando de egoísmo, egocentrismo, materialismo, misticismo, humanismo e outros "ismos"... Também é necessário uma posição em relação aos que ouvem os "levitas": - Não se enganem, sejam críticos, céticos se possível, para glória dEle! 

Fernando José 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Desintoxicação Evangélica Institucional




Desintoxicação Evangélica Institucional
Por Fernando José


É disso que precisamos: ‘Desintoxicação Evangélica Institucional’. Precisamos passar a fase do alucinógeno, daquilo que nos envenena. É preciso superar essa fase excitante da entorpecência gospel nacional.  Atualmente, no cenário cristão protestante, se faz necessário entender:

1)   Que a denominação, o templo, a convenção e outros afins, são apenas ínfimos itens que não estão em pé de igualdade com o organismo vivo (Igreja de Cristo).

2)   Que o verdadeiro adorador não está nos limites da localização, nem da nossa tradição.

3)   Que a vitória, que tem “Sabor de Mel”, deve ser compartilhada, e não exibida como troféu diante dos ‘incrédulos’, ‘murmuradores’, etc.

4)   Que a nossa posição atual não é de bom samaritano, nem de estrangeiro de fé e devoção, mas de advogados e doutores insensíveis que vivem perturbando aquilo que é de Cristo.

5)   Que esse crescimento desordenado de denominações evangélicas e o achar que “a minha placa é melhor que a do fulano” fazem parte de um comportamento complementar daquelas brigas adquiridas, vivenciadas e aplaudidas pelos discípulos do pré-pentecostes.

6)   Que estamos mais parecidos com aquele louco do celeiro abundante do que com um discípulo de Cristo em amor e atitudes.

7)    Que a nossa estratégia de ganhadores de bolso e de carteira (digo, de almas) leva-nos, de forma contínua, a um abismo profundo.

8)   Que devemos ouvir as pedras que clamam (os profetas estrangeiros), tipo Falcão: “porque homem é homem, menino é menino, macaco é macaco e...” pregador da Palavra é pregador da Palavra, sem peripécias circenses e sem engano para com os leigos.






Abrir Templos ou Abrir Mentes?

sábado, 23 de maio de 2015

LEÕES E MOMENTOS





Há momentos em que Deus livra dos leões, na cova. 
Já em outros, há a permissão Divina para o saciamento dos ferozes carnívoros! 

( Fernando José )

Ministro da Palavra ou Profissional sem palavra?




Há um terrível abismo entre ministro da pregação e profissional da pregação! Há muitos envolvidos na pregação e pouquíssimos interessados em analisar o que é pregado - a começar pelo mensageiro. Não se dá importância à mensagem em sua essência (kerigma), e constatamos o desleixe do pregador.

Em síntese, a maioria esmagadora dos "pregadores" hodiernos não se alegra em assentar-se para aprender com quem pode instruí-los. Para estes, tornar-se pregador da Palavra é alcançar um nível primevo de semideus.

Ei, pregador meia boca, acorda! Desperta...


Fernando José.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - Subsídio para lições CPAD (por Fernando José)



E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; porque são vivas (cheias de vida), e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas. [Êxodo 1.19] 





Existe um abismo entre o tratamento de Cristo e a prática judaica veterotestamentária (e porque não dizer, nos tempos hodiernos) concernente às mulheres... Falo aqui de Cristo - a forma de Cristo ver, destacar e ter afinidade com a fêmea, não me refiro ao modo surrupiado e solapado do cristianismo em seu comportamento quanto à dama! [Fernando José] 


Desvalorizar as mulheres: Os reformadores, os históricos, os tradicionais, os pentecostais e neo-pentecostais são unânimes nesse pensamento e nessa tarefa! Citando uma dessas inconveniências, temos John Knox falando, em um artigo, muita besteira sobre as mulheres: "são fracas, débeis, impacientes, vulneráveis e tolas; e a experiência tem demonstrado que elas são inconstantes, volúveis, cruéis e destituídas do espírito de deliberação e organização" - O primeiro clangor da trombeta contra o monstruoso regimento das mulheres (1558). [Fernando José] 


Cristo iniciou a obra mostrando o Grande Valor das Mulheres. Os homens, meros terráqueos, ainda que indiretamente, dão continuidade à essa verdade que foi demonstrada outrora. Belas são as Mulheres, Benditas são Elas... São elas os rubis da Terra, elas iluminam o mundo... Simbolizam sabedoria, prudência, riqueza, sobriedade, confiança, reverência, capacidade, amor, pureza, bondade, bençãos, enfim, são "as Mães de toda Humanidade". E, para concluir, à semelhança de Adão, quem vive sem elas? [Fernando José] 



Textos Complementares 1 

No Oriente a falta de filhos sempre foi vista como calamidade; dizia-se que a felicidade era proporcional ao numero de filhos e, de modo especial, de filhos homens. Quando chegava o primogênito masculino, a progenitora passava a chamar-se “a mãe de... e deixava de ser a filha de...”. O nascimento de uma filha não era recebido com tanta alegria por causa de sua posição subordinada. Ela representava um bem para a família só na qualidade de força de trabalho. 

http://www.comunidaderochaviva.com.br/portal/artigos-e-estudos-gam/117-a-mulher-nos-tempos-biblicos.html 



Textos Complementares 2 

De onde Jesus obtinha recursos materiais durante os três anos de sua pregação e atuação? Ele havia desistido de seu trabalho profissional como carpinteiro. Igualmente renunciou espontaneamente ao poder de prover o suprimento de suas necessidades de forma milagrosa. Além disso, ele na verdade não estava sozinho. Um caixa comum servia ao alimento e às demais necessidades do grupo itinerante. Desse caixa se retiravam também donativos para os pobres (Jo 13.29). Como, no entanto, o caixa era abastecido? A hospitalidade explica uma parte do enigma, mas não tudo. A verdadeira resposta a essa pergunta surge do trecho Lc 8.1-3, que por isso se reveste de grande importância. (...) Três aspectos fazem do presente trecho um depoimento suficiente em favor da excelência das fontes de Lucas: 1) Em favor de sua originalidade: os demais evangelistas não trazem nenhuma evidência semelhante. 2) Em favor de sua exatidão: quem teria inventado notícias tão singelas e positivas como essas, acerca dos nomes e da condição social das mulheres? 3) Em favor de sua pureza: o que estaria mais distante do anseio por milagres e da invenção de lendas do que essa descrição natural e prosaica do cuidado físico com o Senhor? (...) Dentre as muitas companheiras de viagem do Senhor e de seus discípulos, apenas três são citadas pelo nome. A primeira mencionada, Maria Madalena, fora curada de sua possessão. É a Maria chamada segundo sua terra natal Magdala ou Migdol (torre), na margem ocidental do lago de Genezaré. Lucas, o médico, relata que sete demônios haviam saído dela, o que caracterizava o auge da enfermidade. Todos os relatos dos evangelhos sobre a morte de Jesus, seu sepultamento e sua ressurreição mencionam Maria Madalena em posição destacada (Lc 24.10; Mt 27.56,61; 28.1; Mc 15.40,47; 16.1; Jo 19.25; 20.1-18). Já foi provado que é um equívoco identificá-la com a grande pecadora, como acontece freqüentemente. Joana, a mulher de Cusa, um oficial de finanças de Herodes Antipas, e Susana também devem ter estado doentes na época antes de começarem a seguir ao Senhor. A única menção às duas primeiras mulheres, por Lucas (Lc 24.10), e às mulheres da Galiléia (Lc 23.49,55-24.10; cf. Mc 15.40,47; 16.1) permite notar que elas acompanharam Jesus e seus apóstolos até na última viagem da Galiléia a Jerusalém, sustentando-os todos com seus bens. Quem eram “as outras mulheres”, sobre as quais Lucas declara no v. 3 que eram “muitas outras”? Lemos a esse respeito em Mc 15.40s: “Estavam também ali mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; as quais, quando Jesus estava na Galiléia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.” Dessa passagem bíblica resulta que ao lado de Maria Madalena, citada pelo nome em Lc 8.2, faziam parte do grupo de “outras mulheres”, não citadas em Lc 8.2, Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, a mãe de João. Quanto às identidades de Tiago e João, veja no Comentário Esperança, Marcos, o exposto sobre Mc 3.13-19 (a instituição dos doze). No fato de que Jesus aceitava com toda a tranqüilidade os préstimos dessas discípulas se revelam sua humildade e sua majestade, manifestando assim também sua plena confiança na pureza e fidelidade dessas companheiras. Nessa comunhão constatamos a aurora de um novo mundo de amor que somente o Espírito de Cristo é capaz de suscitar. 

RIENECKER, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança - Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2005. 


Textos Complementares 3 

Catarina Schutz Zell (1497-1562): 
Você me lembra que o apóstolo Paulo disse que as mulheres estejam caladas na Igreja. Eu desejo lembrar-lhe as palavras do mesmo apóstolo de que em Cristo não há mais macho nem fêmea, e a profecia de Joel: "Derramarei do meu espírito sobre toda a carne e seus filhos e suas filhas profetizarão". Não pretendo ser João Batista repreendendo os fariseus. Não alego ser Natan censurando Davi. Só aspiro ser a besta de Balaão castigando o seu senhor. 


Textos Complementares 4 

Marie Dentière (c. 1495–1561): 
Se Deus deu então a graça a algumas boas mulheres, revelando-lhes, pelas Santas Escrituras, algo santo e bom, não ousariam elas escrever, falar e declará-lo uma à outra? Ah! seria uma audácia pretender impedi-las de fazê-lo. Quanto a nós, seria muita tolice esconder o talento que Deus nos deu. 




REFERÊNCIAS: 

*http://zelmar.blogspot.com.br/2011/10/as-mulheres-na-reforma-protestante.html 
*RIENECKER, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança - Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2005.
*http://oinconformista10.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de maio de 2015

MINISTRAR

Os ministros (Pastor, Evangelista, Apóstolo, Bispo, Avatar, Matrix) também são chamados a servir pois, ministrar (diakonia) tem a ver com serviço e não com função eclesiástica. Ministrar é servir, e disso muitos têm esquecido, estão confundindo ministério com sobreposição em relação aos demais. O ministro serve ao leigo!

Por Fernando José

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sábado, 4 de abril de 2015

O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS - Subsídio para lições CPAD (por Fernando José)





SOBRE OS FATOS QUE ENVOLVERAM O LIVRO

Conhecimento, certeza e informação foram itens que levaram Lucas a escrever o seu relato. Já havia outros livros (leia-se ‘evangelho’), outros relatos já estavam na praça. Logo, o doutor deveria procurar autenticidade, tendo bom resultado, pois logrou êxito em seu intento. A forma inteligente do relato e o bom desenvolvimento do texto, usando a forma culta e clássica helenística faz uma leitura bem polida dos acontecimentos. Diante das inúmeras tentativas, Lucas sobressaiu às demais tentativas sendo aceito e reconhecido no cânon neotestamentário, obtendo status de apostolicidade e autenticidade.

A composição do Evangelho de Lucas provém de um método que consta de:

- verificação,
- pesquisa,
- enxame,
- análise,
- ordem,
- aprofundamento,
- entrevistas que envolveram testemunhas - pessoas que seguiram de perto, que tinham familiaridade com os eventos,
- busca de transmissão dos primeiros pregadores da Palavra.

Em suma: obtendo informações, inclusive dos apóstolos, Lucas acabou por fazer, segundo o Reverendo Augustus Nicodemus, “um trabalho de detetive”.

Lucas relata os acontecimentos para o nobre Teófilo a fim de promover instrução, conhecimento perfeito e integração para viver o cristianismo de forma inteligente – provavelmente Teófilo era um novo convertido.



‘SALVAÇÃO’ NA OBRA DE LUCAS

Abaixo, citações que indicam a dimensão da SALVAÇÃO no Evangelho de Lucas:

Lucas 1
76 - E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho,
77 - para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados,

Lucas 2
11 - Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
14 - "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor".
30 - Pois os meus olhos já viram a tua salvação,
32 - luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo".

Lucas 3
23 Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era considerado filho de José,

Lucas 10
O bom samaritano
25 - Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?"
26 - "O que está escrito na Lei?", respondeu Jesus. "Como você a lê?"
27 - Ele respondeu: " 'Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento' e 'Ame o seu próximo como a si mesmo'".
28 - Disse Jesus: "Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá".
29 -Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: "E quem é o meu próximo?"
30 - Em resposta, disse Jesus: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.
31 - Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado.
32 - E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado.
33 - Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele.
34 - Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele.
35 - No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: 'Cuide dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que você tiver'.
36 - "Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?"
37 - "Aquele que teve misericórdia dele", respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: "Vá e faça o mesmo".

Lucas 17
A cura de dez leprosos
11 - A caminho de Jerusalém, Jesus passou pela divisa entre Samaria e Galiléia.
12 - Ao entrar num povoado, dez leprosos dirigiram-se a ele. Ficaram a certa distância
13 - e gritaram em alta voz: "Jesus, Mestre, tem piedade de nós!"
14 - Ao vê-los, ele disse: "Vão mostrar-se aos sacerdotes". Enquanto eles iam, foram purificados.
15 - Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz.
16 - Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano.
17 - Jesus perguntou: "Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove?
18 - Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?”
19 - Então ele lhe disse: "Levante-se e vá; a sua fé o salvou".


Lucas 19
9 - Jesus lhe disse: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.
10 - Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido".

Lucas 24
44 - E disse-lhes: "Foi isso que eu falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos".
45 - Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras.
46 - E lhes disse: "Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia,
47 - e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.


Por Fernando José.


Texto Complementar

O autor era um gentio convertido, possivelmente da igreja de Antioquia, onde Paulo serviu com Barnabé no começo do seu ministério (Atos 11:25, 26). O escritor juntou-se-lhe mais tarde em Troas, conforme indica o uso que faz do pronome "nós" (Atos 16:10), acompanhou-o até Filipos, e presumivelmente permaneceu lá enquanto Paulo visitava Jerusalém Quando Paulo retornou a Filipos, Lucas voltou com ele a Jerusalém (Atos 20:5 – 21:15), onde Paulo foi preso e colocado sob custódia protetora. No final da prisão de Paulo em Cesaréia, Lucas o acompanhou a Roma (Atos 27:1 – 28:15). Paulo menciona Lucas três vezes em suas epístolas, chamando-o de "médico amado" (Cl. 4:14; Fm. 24), e indicando mais tarde que foi o último amigo que permaneceu com ele na sua segunda prisão (II Tm. 4:11). A declaração de Paulo que Lucas era médico está corroborada pela linguagem que Lucas usa e pelo interesse que demonstra pelas enfermidades e a cura. Um notável exemplo dessa inclinação aparece na diferença entre a sua narrativa e a de Marcos referente à mulher que tinha uma hemorragia (Lc. 8:43; Mc. 5:26). Ele diagnostica o caso da mulher como incurável, enquanto Marcos enfatiza a incapacidade dos médicos.

(...)

Esses aspectos singulares ele os deve ter obtido de testemunhas oculares, pois ele não esteve pessoalmente presente nos acontecimentos que descreve. Na sua introdução ele declara que foi assim (Lc. 1:2) e mais adiante no Evangelho menciona pessoas das quais poderia ter obtido informações. Maria, a mãe de Jesus, pode ter fornecido o conteúdo dos dois primeiros capítulos; Maria Madalena, Joana, a esposa de Cuza (mordomo de Herodes), e outras mulheres (8:3) poderiam ter-lhe fornecido muitas reminiscências pessoais. Se Lucas viajou pela Palestina durante a prisão de Paulo em Cesaréia, poderia ter entrevistado inúmeras pessoas que se lembrariam de terem ouvido Jesus pregando e ensinando. Das pregações de Paulo e dos outros apóstolos que ele ouviu, poderia ter extraído grande parte das aplicações doutrinárias que aparecem tanto no Evangelho como no livro de Atos.

(...)

Resumo da Mensagem. A mensagem do Evangelho de Lucas pode ser resumida nas palavras de Jesus a Zaqueu, conforme Lucas as registra: "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (19:10). O caráter e propósito de Jesus como Salvador é o tema principal deste livro. As atividades e os ensinamentos de Jesus em Lucas são focalizados no ato de tirar os homens dos seus pecados e de trazê-los de volta à vida e à esperança. Os milagres, as parábolas, os ensinamentos e as atitudes de Jesus exemplificam seu poder e vontade redentores. O conceito de Jesus como Filho do homem enfatiza a sua humanidade e a sua compaixão sentida por todos os homens. Ele tinha de ser a "Luz para alumiar as nações, e para glória de. . . Israel" (2:32). Lucas escreve como cristão gentio, com profunda apreciação pela revelação de Deus através do povo hebreu, revelando contudo uma grande simpatia por aqueles que não foram incluídos no primeiro convênio da Lei. Seu Evangelho é verdadeiramente universal no campo de ação.

Lucas (Comentário Bíblico Moody).



Referências bibliográficas:

Bíblia Online – Disponível em http://www.bibliaon.com/ - Acessado em 04/04/2015.
Lucas (Comentário Bíblico Moody).
Sermão: Lucas – porque podemos acreditar na Bíblia? Reverendo Augustus Nicodemus. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=CKVTWelt-TQ - Acessado em 30/03/2015.



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