quinta-feira, 18 de julho de 2013

Lição 3 - O comportamento dos salvos em Cristo (Auxílio - Jovens e Adultos, 3º Trimestre de 2013/CPAD - por Fernando José)




Por Fernando José.

Aquele que alcança a salvação por meio de Cristo, pela fé, é salvo em três tempos: 1) foi salvo [Deus inocentou-o, tornando legítimo], 2) está sendo salvo [o Santo santifica-o], e, 3)será salvo [Falamos aqui em glorificação. Ressurgirá com novo corpo: sem dor, sem pranto, sem morte]. Duas cidadanias estão em jogo: a celeste e a terrena. Cidadão (polites) do céu, cidadão da terra. Viver como um cidadão terreno, viver como cristão. O apóstolo Paulo afirma aos filipenses que é necessário e conveniente viver nesse ambiente terrestre como cidadão celeste. Fomos, somos e seremos salvos, mas, temos um pequeno débito (dever): é importante vivermos como convém aos santos!

Importa termos uma conduta segundo as características da comunidade celestial, ser membro dela! Temos direito (por graça, pois Deus deu) que gera relação, condição de cidadão, vida de cidadão, comportamento de cidadão. Nosso modo de viver, nosso caminho estará de acordo com a comunidade sublime.

Paulo mostra que “devemos viver dignamente”, i.e., tem que ter o peso adequado, correspondente. Tem que ter valor (por falar em valor, cadê os parentes dele: os nossos valores?). Como têm sido as nossas ações? Andamos como deveríamos andar? Reproduzimos o caráter e os pensamentos de Deus ou temos desperdiçado nosso tempo com “as doutrinas” facciosas dos homens, grupos e denominações afins? Fomos chamados para um modo de viver/andar de acordo com o que as Boas Novas (o Evangelho) dar a conhecer. Evangelho que tem por base a morte expiatória, sepultamento, ressurreição e ascensão de Cristo. Sendo assim não são os nossos roupões ou o nosso liberalismo (de costumes) que regem a nossa forma de viver, pois, os dois lados não conseguiram vencer o preconceito, a hipocrisia, a falta de entendimento para com o próximo! Paulo convoca crentes salvos, não denominacionalistas de plantão, plaquistas insanos. Os nossos “templos” juntamente com a religiosidade desenfreada tem sufocado a “maneira crente” correta de viver, não estou falando de saudosismo, tipo: “- No meu tempo não tinha isso”, falo de um Evangelho atual para pessoas atuais, do nosso tempo, sem interferências humanas indesejadas, Evangelho baseado na Palavra, na oração, na vivência, na comunhão... Esse Evangelho tem o poder de quebrar essa placa de pedra e que consta no primeiro mandamento: “TER É MELHOR QUE SER”, placa essa que gera uma crentaiada consumista, ambiciosa, preocupada com o seu próprio umbigo, desprovida de espiritualidade, determinista, positivista, humanista e por aí vai!

Somos convidados a estar num mesmo (autos):
*espírito.
*ânimo.
*combate.
*sentimento.
*amor.
** ”em uma mesma coisa” (2. 2).

É como se Paulo, o Apóstolo dissesse: “Respirem juntos!”, “Tenham um mesmo propósito!”, “Mirem o mesmo alvo!”, “Andem sobre as mesmas pisadas!”, “Sejam conservo uns dos outros!”. “Briguem juntos!”, “Trabalhem juntos!”, “Tenham a mesma alma!”, “Tenham a mesma mente!”, “Pensem do mesmo modo!”, “Viva na mesma fé, se envolvam na mesma crença!”, “Sejam obedientes!”, “Permaneçam, não desistam!”.

Vivendo assim, não estarão os salvos em Cristo Jesus assustados e intimidados quanto aos adversários, aqueles que estão em oposição, aos que são contrários à doutrina de Cristo. A nossa mente e o nosso trabalho mostrará aos perdidos que a nossa declaração tem o sinal salvífico, provará que possuímos a doutrina de Cristo.

Em obediência e num mesmo sentimento, os salvos estarão preservados e em segurança em meio ao desperdício, perdição, perecimento, enfim, destruição. Os salvos terão um futuro de paz, diferente daqueles que persistem no mal, que terão um destino apropriado às suas ações!

Deus, por graça, concede ao homem perdido e culpado:
*salvação,
*livramento,
*preservação,
*saúde,
*conservação,
*guarda.
*segurança,
*paz,
*generosidade,
*benefícios...

Deus concede com liberalidade, de forma doadora; entrega a salvação com o pacote completo. Salvação confirmada com os benefícios que a seguem. Salvos por Cristo, agraciados por Deus!

Os gentios que conjugam o verbo crer são salvos e persuadidos pelas Boas Novas (o Evangelho), têm confiança, lembrando que o padecer/sofrer acompanham o pacote. O centro é CRISTO, o Cordeiro Pascal. Sim, o Cristo que experimentou aflição e maltrato! Experiências que acompanharão os salvos: “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” (Atos 14:22). Não precisamos nem colocar em xeque o momento “gospel” atual. “Determine a sua vitória!”, “Não aceite esse sofrimento”, “Coloca Deus na parede pra resolver esta situação”, “Venha hoje na Campanha das 20 (vinte) peças de prata de Judas e receba sua vitória, receba seu milagre em nome de Jesus” (como se o Nome de Jesus estivesse se efeito, sendo usado em vão e como se Deus realizasse milagres na hora que os homens bem entendem que devem ser realizados). Edson Gomes deixou de falar, lá na composição, que a “pregação gospel” do tempo atual também está FALIDA! Uma coisa é esse sofrimento/situação ser oriundo da negligência, erros, pecados, etc. Outra coisa é você padecer por estar fazendo a coisa certa, consequência do pacote. Mas não confunda “as coisas certas” aos seus olhos com a verdadeira coisa certa.

Esqueçamos essas “maluquices gospel” do presente e sigamos o conselho do Apóstolo dado aos filipenses:

Filipenses 2.1 –

Console seu irmão. Defenda-o, chame para o seu lado, advogue-o. Alivie suas aflições. Ajude-o, encoraje-o. Incentive o seu próximo sempre que puder e for necessário. Fale de perto (quebre as barreiras), aconselhe, avise, estimule, conforte. Que haja identificação. Tenha atitude, exercite o amor/caridade. Que sejamos muito queridos. Que voltemos a falar em festas/banquetes de amor. Que haja coleta para os pobres, e não para os próprios bolsos e de coligados! Que haja administração que gere compartilhamento, contribuição, companheirismo, participação, liberalidade (não essa liberalidade evangelista-televisiva medíocre). Parece até que o “ter em comum” da Bíblia é um sonho impossível. Perdemos o companheirismo da viagem cristã. Os salvos atuais ainda são uma sociedade? Como estamos proclamando o Evangelho? Como estão os nossos necessitados? Estamos sentindo compaixão pelas adversidades dos outros? Sentimos e mostramos compaixão? O que significa isso: compaixão? E aquela piedade de que a Bíblia tanto fala?

Filipenses 2.3 –

Na atualidade esquecemos o supracitado (2.1) e porfiamos (ciúmes), contendemos, rivalizamos, sempre há pendências de uns para com os outros! O nosso egoísmo está em alta, fazemos partidos, somos ambiciosos, queremos ganhar seguidores (pra levar pra onde, ninguém sabe), somos facciosos. O nome da nossa escola de samba é: “CÉU DIVIDIDO”, nosso slogan: “PERITOS EM DIVISÕES”. Planeta gospel mercenário. Somos capazes de tudo por dinheiro! Ou não é assim?
Em síntese, deixando de viver como cidadão celeste e longe das características da comunidade celestial, ficamos vazios, em baixa, com uma indizível ausência. Sendo assim, nossos clamores são vãos, nossa fala, profana... Vamos acordar? INDIVIDUALISMO não, COLETIVIDADE sim: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.” Filipenses 2:4.


Por Fernando José.


Referências:
Dicionário VINE – W. E. Vine, Merril F. Unger, William White Jr. (CPAD, 2006).
Novo Testamento Interlinear - GREGO-PORTUGUÊS (Sociedade Bíblica do Brasil, 2004).
Dicionário Mini Aurélio Século XXI – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Editora Nova Fronteira, 2001).
Filipenses: a alegria triunfante no meio das provas - Hernandes Dias Lopes (Hagnos, 2007).
Estudantes da Bíblia  http://www.estudantesdabiblia.com.br/





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