domingo, 9 de junho de 2013

Aos pastores...




Diante da “BAGUNÇA ECLESIÁSTICA” instaurada no presente momento, falar de pastores torna-se um tanto complicado, mas, como expressamente a Bíblia deixa claro, o joio permanece em meio ao trigo para que “os que são sinceros se manifestem entre vós” (1 Coríntios 11. 19) ou, ainda existem “os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (1 Reis 19. 18).

Infelizmente, nos dias hodiernos, “todo mundo” quer ser pastor. “Entrou na igreja”, foi batizado (a maioria das vezes sem o discipulado), passaram 6 (seis) meses, já sabe ler João 3.16 e fazer uma exposição... Pronto! - Vai me separar pra obreiro quando? - Mela-me com óleo aí meu irmão! - Não sou crente de banco! - mas, quando o crente amadurece na fé [no organismo e na organização] ele tem que sentar onde? Não continua a sentar nos bancos e nas cadeiras? Ou já tem algo novo e tecnológico [que desconheço] pra sentar-se?. Essa conversa é velha: ninguém quer ser tapete, ”todo mundo” quer mandar, ser rei (nem que seja um poucochinho de tempo); um monte de reis de um olho só (piratas!).
Registro abaixo o estigma deles, o estigma desses aí que não olham nem por si mesmos, nem pelo seu rebanho, estigma que não pode tornar-se estereótipo:

Agrestes.
Incultos.
Doutos, que não sabem de nada.
Inflexíveis.
Formalistas.
Liberais quanto à hermenêutica bíblica e com relação a “montar” movimentos atuais que destroem a ponte com o começo e suas bases.
Saudosistas ao extremo, que se apegam demais ao passado “cristão” e esquecem-se do contexto sócio-espiritual da nossa época.
Visionários, com aquela velha visão de águia míope.
Mescladores de interesses políticos com os eclesiásticos, a fim de alcançar melhora$$$$$$$$$ - deixam a cobiça encobrir a verdade que diz que a política como a conhecemos sempre será laica, i. e., não tem caráter religioso, opõe-se ao eclesiástico.
E outras coisitas mais...!

Mas, depois desta introdução furiosa, dura e quase insuportável, vejamos como deve ser esse negócio importante. O pastor:

Cuida – dá assistência, acompanha os passos e está em sincronia com as ovelhas.
Guia – conduz para as águas (a maioria hoje conduz o povo para “dar o tudo” e comprar a fonte - ledo engano!), direciona o seu rebanho para a alimentação, para a nutrição, a fim de conservar, manter, pois o verdadeiro pastor não “se alimenta” da gordura das ovelhas, ele “alimenta” as ovelhas.
Serve – ele é prestativo (mas tem uns membros que são ovelhinhas insuportáveis, pois pensam que pastor é sinônimo de escravo).
Inspeciona – ele examina as atividades das ovelhas, está presente do começo ao fim na obra deste canteiro de obras, o aprisco que é a igreja do SENHOR.
Atua – está em atividade, em ação, sendo influente. 

Em síntese, não precisamos de pastores que “atuam” como bispos teatrais, cinematográficos, televisivos, enfim, artistas camuflados e mascarados.


Aos que agem de forma correta:

Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Hebreus 13. 7.

Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. Hebreus 13. 17.

E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui. Gálatas 6. 6.

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vocês, pastores de verdade, para que possam perseverar até o fim, dar frutos, completar a carreira com alegria e sentimento verdadeiro de dever cumprido. Amém.


Por Fernando José.


Auxílio bibliográfico:       
Dicionário VINE, CPAD.
Dicionário Prático da Língua portuguesa – DCL.







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