sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LIÇÃO 1: O VALOR DOS BONS CONSELHOS (Auxílio - Jovens e Adultos, 4º Trimestre de 2013/CPAD - por Fernando José).


Quem dá a sabedoria?
O que é preciso saber primariamente acerca da sabedoria?
Quais as vantagens da sabedoria?
Há quem despreze a sabedoria?
Como devemos buscá-la?
Como podemos ser sábios?

A Bíblia é repleta de princípios, conselho, sabedoria...  Muito disso está contido em Provérbios e Eclesiastes. Tentaremos, de forma bastante simples, nesse estudo, responder às perguntas supracitadas. Falaremos um pouco sobre a Sabedoria Divina que desce ao encontro dos homens...!

Sobre a literatura sapiencial da Antiguidade vemos que: “A literatura sapiencial foi cultivada em todo o Próximo Oriente Antigo, sendo de destacar a Mesopotâmia (Assíria e Babilônia) e o Egito. Trata-se de uma literatura profana e prática (não teórica), como sucedeu mais com os gregos. Era de caráter prático, a partir da experiência. Era uma arte de bem viver e a sua concretização um sinal de boa educação.” Quanto a Israel: “As obras literárias de Israel emergem da mesma, área geográfica. Estamos no mesmo ambiente que conheceu o aparecimento de uma rica tradição sapiencial. Deve acentuar-se que na literatura sapiencial não são abordados os grandes temas bíblicos da Lei, da Aliança, da Eleição, da Salvação. Nem se depara com a preocupação de traçar a história de Israel e do futuro dos povos. O que têm em vista os autores sapienciais é o destino dos indivíduos, de Israel e dos seus vizinhos. Tudo isso visto à luz da religião jahvista. Assiste-se a uma evolução da Revelação, pois a temática sapiencial aborda a vida do homem numa perspectiva profana iluminada sim pela Fé divina. A oposição entre Sabedoria e loucura, entre justiça e iniquidade, entre piedade e impiedade, eis uma série de antinômios e antíteses frequentes nos livros sapienciais. A verdadeira Sabedoria é o temor de Deus e o temor é a piedade. Pode dizer-se que se transpõe a barreira do puro humanismo passando para o humanismo devoto.” (O LIVRO DOS PROVÉRBIOS NA INTERPRETAÇÃO EXEGÉTICA DE D. JERÓNIMO OSÓRIO. ASPECTOS FILOLÓGICOS - MANUEL AUGUSTO RODRIGUES, pp. 343,344).

No sistema veterotestamentário, podemos constatar exemplos de SABEDORIA:

1       SABEDORIA como “habilidade técnica ou capacidades especiais de fazer algo”. Ex: Os Trabalhadores do Tabernáculo, conforme descrição em Êxodo capítulos 28 e 35.
   
2       SABEDORIA como “conhecimento e habilidade de fazer escolhas certas no momento oportuno”. Aqui temos perspicácia, prudência, sensatez, inteligência, maturidade, desenvolvimento!

Em síntese, é ensinado que devemos agir com sabedoria, mostrando sabedoria. Temos que fazer o necessário, mostrando capacidade/habilidade. Temos que fazer escolhas certas no momento certo!

Ainda sobre o assunto no Livro de Provérbios: “A ‘sabedoria’ é até personificada em Provérbios. Como pessoa, hokmãh representa aquela perfeição divina de ‘sabedoria’ que é manifesta nos atos criativos de Deus” (VINE), vejamos referências bíblicas, em particular, no capítulo 8:

Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz? Provérbios 8:1.
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos. Provérbios 8:12.
O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. Provérbios 8:22.
Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo; Provérbios 8:30.
Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos. Provérbios 8:32.

Vamos então às perguntas:
1       Quem dá a sabedoria? Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Provérbios 2:6. Compare com Tiago 3. 17 (“vem do alto”): Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
2       O que é preciso saber primariamente acerca da sabedoria? O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; Provérbios 1:7.
3       Quais as vantagens da sabedoria? Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem. Provérbios 3:2-4.
4       Há quem despreze a sabedoria? Os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. Provérbios 1:7
5       Como podemos ser sábios? Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo. Salmos 119:98.

O Livro de Provérbios traz-nos uma descrição da sabedoria, com o objetivo de:

                                                                          OBTER:


                                                                           TER:

Equidade – é ter a disposição/tendência para reconhecer igualmente o direito de cada um. Intitulamos-nos a vários níveis seculares, eclesiásticos, etc. Somos chamados de pastores, cantores, pregadores, presidentes, fundadores, pioneiros, missionários, teólogos, mestres, doutores e blá, blá, blá... Mas, acima disso tudo, temos a tendência de praticar a equidade? Temos uma “queda” por ver cada um com o que é seu? A força que nos move a agir com igualdade está em nós: “E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.” 1 João 2:27. Temos desfrutado dessa saúde espiritual para reconhecermos direitos?


                                                                                DAR:

Bom Siso – ter bom siso é ter controle. É o mesmo que falar em economia, sobriedade, seriedade. Em resumo, inteireza de caráter.

A relação entre Provérbios, os sábios e os instruídos:




Por Fernando José.

Referências:
Dicionário VINE – W. E. Vine, Merril F. Unger, William White Jr. (CPAD, 2006).
Dicionário Mini Aurélio Século XXI – Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Editora Nova Fronteira, 2001).
O LIVRO DOS PROVÉRBIOS NA INTERPRETAÇÃO EXEGÉTICA DE D. JERÓNIMO OSÓRIO. ASPECTOS FILOLÓGICOS - MANUEL AUGUSTO RODRIGUES, pp. 343,344.





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