quinta-feira, 7 de maio de 2015

MULHERES QUE AJUDARAM JESUS - Subsídio para lições CPAD (por Fernando José)



E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebreias não são como as egípcias; porque são vivas (cheias de vida), e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas. [Êxodo 1.19] 





Existe um abismo entre o tratamento de Cristo e a prática judaica veterotestamentária (e porque não dizer, nos tempos hodiernos) concernente às mulheres... Falo aqui de Cristo - a forma de Cristo ver, destacar e ter afinidade com a fêmea, não me refiro ao modo surrupiado e solapado do cristianismo em seu comportamento quanto à dama! [Fernando José] 


Desvalorizar as mulheres: Os reformadores, os históricos, os tradicionais, os pentecostais e neo-pentecostais são unânimes nesse pensamento e nessa tarefa! Citando uma dessas inconveniências, temos John Knox falando, em um artigo, muita besteira sobre as mulheres: "são fracas, débeis, impacientes, vulneráveis e tolas; e a experiência tem demonstrado que elas são inconstantes, volúveis, cruéis e destituídas do espírito de deliberação e organização" - O primeiro clangor da trombeta contra o monstruoso regimento das mulheres (1558). [Fernando José] 


Cristo iniciou a obra mostrando o Grande Valor das Mulheres. Os homens, meros terráqueos, ainda que indiretamente, dão continuidade à essa verdade que foi demonstrada outrora. Belas são as Mulheres, Benditas são Elas... São elas os rubis da Terra, elas iluminam o mundo... Simbolizam sabedoria, prudência, riqueza, sobriedade, confiança, reverência, capacidade, amor, pureza, bondade, bençãos, enfim, são "as Mães de toda Humanidade". E, para concluir, à semelhança de Adão, quem vive sem elas? [Fernando José] 



Textos Complementares 1 

No Oriente a falta de filhos sempre foi vista como calamidade; dizia-se que a felicidade era proporcional ao numero de filhos e, de modo especial, de filhos homens. Quando chegava o primogênito masculino, a progenitora passava a chamar-se “a mãe de... e deixava de ser a filha de...”. O nascimento de uma filha não era recebido com tanta alegria por causa de sua posição subordinada. Ela representava um bem para a família só na qualidade de força de trabalho. 

http://www.comunidaderochaviva.com.br/portal/artigos-e-estudos-gam/117-a-mulher-nos-tempos-biblicos.html 



Textos Complementares 2 

De onde Jesus obtinha recursos materiais durante os três anos de sua pregação e atuação? Ele havia desistido de seu trabalho profissional como carpinteiro. Igualmente renunciou espontaneamente ao poder de prover o suprimento de suas necessidades de forma milagrosa. Além disso, ele na verdade não estava sozinho. Um caixa comum servia ao alimento e às demais necessidades do grupo itinerante. Desse caixa se retiravam também donativos para os pobres (Jo 13.29). Como, no entanto, o caixa era abastecido? A hospitalidade explica uma parte do enigma, mas não tudo. A verdadeira resposta a essa pergunta surge do trecho Lc 8.1-3, que por isso se reveste de grande importância. (...) Três aspectos fazem do presente trecho um depoimento suficiente em favor da excelência das fontes de Lucas: 1) Em favor de sua originalidade: os demais evangelistas não trazem nenhuma evidência semelhante. 2) Em favor de sua exatidão: quem teria inventado notícias tão singelas e positivas como essas, acerca dos nomes e da condição social das mulheres? 3) Em favor de sua pureza: o que estaria mais distante do anseio por milagres e da invenção de lendas do que essa descrição natural e prosaica do cuidado físico com o Senhor? (...) Dentre as muitas companheiras de viagem do Senhor e de seus discípulos, apenas três são citadas pelo nome. A primeira mencionada, Maria Madalena, fora curada de sua possessão. É a Maria chamada segundo sua terra natal Magdala ou Migdol (torre), na margem ocidental do lago de Genezaré. Lucas, o médico, relata que sete demônios haviam saído dela, o que caracterizava o auge da enfermidade. Todos os relatos dos evangelhos sobre a morte de Jesus, seu sepultamento e sua ressurreição mencionam Maria Madalena em posição destacada (Lc 24.10; Mt 27.56,61; 28.1; Mc 15.40,47; 16.1; Jo 19.25; 20.1-18). Já foi provado que é um equívoco identificá-la com a grande pecadora, como acontece freqüentemente. Joana, a mulher de Cusa, um oficial de finanças de Herodes Antipas, e Susana também devem ter estado doentes na época antes de começarem a seguir ao Senhor. A única menção às duas primeiras mulheres, por Lucas (Lc 24.10), e às mulheres da Galiléia (Lc 23.49,55-24.10; cf. Mc 15.40,47; 16.1) permite notar que elas acompanharam Jesus e seus apóstolos até na última viagem da Galiléia a Jerusalém, sustentando-os todos com seus bens. Quem eram “as outras mulheres”, sobre as quais Lucas declara no v. 3 que eram “muitas outras”? Lemos a esse respeito em Mc 15.40s: “Estavam também ali mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; as quais, quando Jesus estava na Galiléia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.” Dessa passagem bíblica resulta que ao lado de Maria Madalena, citada pelo nome em Lc 8.2, faziam parte do grupo de “outras mulheres”, não citadas em Lc 8.2, Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, a mãe de João. Quanto às identidades de Tiago e João, veja no Comentário Esperança, Marcos, o exposto sobre Mc 3.13-19 (a instituição dos doze). No fato de que Jesus aceitava com toda a tranqüilidade os préstimos dessas discípulas se revelam sua humildade e sua majestade, manifestando assim também sua plena confiança na pureza e fidelidade dessas companheiras. Nessa comunhão constatamos a aurora de um novo mundo de amor que somente o Espírito de Cristo é capaz de suscitar. 

RIENECKER, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança - Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2005. 


Textos Complementares 3 

Catarina Schutz Zell (1497-1562): 
Você me lembra que o apóstolo Paulo disse que as mulheres estejam caladas na Igreja. Eu desejo lembrar-lhe as palavras do mesmo apóstolo de que em Cristo não há mais macho nem fêmea, e a profecia de Joel: "Derramarei do meu espírito sobre toda a carne e seus filhos e suas filhas profetizarão". Não pretendo ser João Batista repreendendo os fariseus. Não alego ser Natan censurando Davi. Só aspiro ser a besta de Balaão castigando o seu senhor. 


Textos Complementares 4 

Marie Dentière (c. 1495–1561): 
Se Deus deu então a graça a algumas boas mulheres, revelando-lhes, pelas Santas Escrituras, algo santo e bom, não ousariam elas escrever, falar e declará-lo uma à outra? Ah! seria uma audácia pretender impedi-las de fazê-lo. Quanto a nós, seria muita tolice esconder o talento que Deus nos deu. 




REFERÊNCIAS: 

*http://zelmar.blogspot.com.br/2011/10/as-mulheres-na-reforma-protestante.html 
*RIENECKER, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança - Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2005.
*http://oinconformista10.blogspot.com.br/
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